Movimento Plástico Transforma

RESÍDUOS NO MAR: UMA QUESTÃO DE ATITUDE


É possível lidar com os resíduos no mar com uma boa dose de atitude, atribuindo um novo sentido a eles e criando oportunidades a partir deles. Você pode pensar que é só um neste movimento. Mas ser só um pode ser o caminho para o um a mais. Um a mais ampliando a visão, a ação e inspirando outras pessoas a seguir pelo caminho do reuso e da reciclagem.

O velejador profissional, escritor e palestrante, Beto Pandiani, veleja há muitos anos e cruza oceanos com seu barco aberto, sem cabine, sem motor, usando somente a energia do vento e, muitas vezes, encontra a natureza agredida pelo homem.

Além disso, nas suas apresentações fica bem claro o amor pelo mar e o respeito que sempre teve em relação à natureza. “Viver a vida no mar perto dos elementos é a maior prova de amor e interação com a natureza”. Por isso, o título de um dos seus seis livros publicados O mar é Minha Terra .

Agora você já pode subir no barco, porque Pandiani vai nos levar em uma viagem pelo mar.  

 

   
   
   

 

Navegando à vela

Em 2008, quando ele e o companheiro de vela, Igor Bely, cruzavam o Oceano Pacífico, próximo das Ilhas Fiji, deparam-se com uma quantidade imensa de resíduos boiando em mar aberto. O que os surpreendeu é que estavam muito longe de terra. “Depois viemos a saber que passamos próximo de uma das quatro ilhas que flutuam no Pacífico, fruto de correntes que deixam os resíduos acumularem-se em determinados lugares no oceano.”

Em 2013, quando chegaram da África, cerca de 32 km da costa do Rio de Janeiro, novamente puderam ver que os resíduos estendem-se por toda a costa, que vai de Cabo Frio até um pouco depois da cidade do Rio de Janeiro. O material está em vários níveis de profundidade e não só na superfície.

“Para nós foi um choque, pois depois de 35 dias no meio do Oceano Atlântico, navegando naquele azul profundo, límpido, puro, nós imaginávamos que estávamos em um lugar protegido da mazela humana”, lembra ele.

Essa conclusão provoca tristeza, mas ele sabe, como nós sabemos, que a indignação é o começo da conscientização sobre essa questão tão fundamental e que pode ser enfrentada com mais sabedoria.

Conscientização das pessoas

Para ele, a mudança de comportamento só vai acontecer quando mudarmos alguns hábitos de consumo e de descarte. “A sociedade precisa pressionar o poder público e se reeducar. Creio que esse movimento é lento, mas não tem volta”. Ele continua dizendo que não adianta demonizar o plástico, escrevendo frases de efeito nas redes sociais, porque isso não resolve nada. “Mudar o hábito implica em escolher produtos em embalagens que podem ser recicladas, fazer a separação dos resíduos limpos dos orgânicos e ajudar a pensar em soluções criativas”, enfatiza.

 

 

Mudança de atitude

A postura de somente criticar, reclamar e lamentar mostra que muita gente tem consciência de vítima, segundo Pandiani. “Mas nós não somos vítimas, ao contrário, somos protagonistas, e o que acontece de negativo em relação ao Planeta, à natureza, deve servir de estímulo para primeiro mudarmos a nós mesmos antes de exigirmos qualquer mudança”. Ele continua: “O que é bem claro hoje em dia é que a sociedade brasileira está agindo com muita incoerência. Temos direitos, com certeza, mas antes temos deveres”, compara o velejador.

Pandiani avalia que a sujeira no mar é resultado da desatenção do poder público, da falta de educação dos cidadãos, dos hábitos de consumo, das industrias, e conclui : o lixo no Planeta é o reflexo do lixo mental das pessoas.

 

 

Educação Ambiental

Ele não é ambientalista, mas coloca muita esperança na educação ambiental nas escolas. É entusiasta desse tema, porque os jovens têm capacidade muito rápida de engajamento. “Em 2019, escrevi um livro infantojuvenil, Espaguete e Picolé na Terra do Vento , que será lançado neste ano e fala sobre educação ambiental de forma lúdica e inovadora.

O esmero e a paixão do velejador pela natureza são uma inspiração.

Confira aqui:
Blog: https://betopandiani-mar.tumblr.com
Canal: https://www.youtube.com/user/betopandiani
Site: www.betopandiani.com.br

 

RECIFAVELA: PLÁSTICO, RECICLAGEM E INSPIRAÇÃO

Reciclar significa diminuir a quantidade de desperdício proveniente dos produtos consumidos por nós mesmos.

ETAPAS DO PROCESSO DE RECICLAGEM PLÁSTICO

O mundo como é hoje não seria possível sem as inovações do plástico. Com a finalidade de substituir materiais que já estavam se tornando escassos na natureza o plástico foi a alternativa perfeita.

ECONOMIA CIRCULAR E O PLÁSTICO

Vamos falar de um jeito novo de produzir e consumir?