São Paulo, fevereiro de 2026 - De acordo com o estudo "Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plástico Pós-Consumo no Brasil", encomendado pelo Movimento Plástico Transforma e realizado pela consultoria MaxiQuim, a agroindústria utilizou, em 2024, cerca de 92 mil toneladas de plástico pós-consumo reciclado (PCR).
O volume representa um crescimento de 35% em comparação com o ano anterior, destacando o setor no levantamento e mostrando o fortalecimento dos compromissos ambientais assumidos pelas empresas do segmento.
Segundo o estudo, um dos principais tipos de plástico reciclado utilizados no setor é o Polietileno de Alta Densidade (PEAD), com mais de 43 mil toneladas. Esse material é utilizado em lonas, embalagens para defensivos agrícolas e mangueiras de irrigação. Além disso, o Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBDL), com mais de 34 mil toneladas, também figura entre os reciclados pós-consumo mais utilizados. Destaca-se ainda o uso de Polipropileno (PP) em tubos para hidroponia.
Para Maurício Jaroski, diretor de química sustentável e reciclagem da MaxiQuim, o crescimento do uso de PCR na agroindústria é significativo, pois demonstra uma maior preocupação em atender às demandas ambientais.
"A agroindústria tem função central na economia circular do plástico, especialmente pelo uso intensivo de embalagens, incluindo os filmes para estufas, mulching, e sistemas de irrigação. Avançar no uso de material reciclado e na logística reversa no campo é um passo importante para tornar a produção mais sustentável", complementa.
De acordo com Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, "quando a agroindústria participa da cadeia de reciclagem, ela não apenas reduz impactos ambientais, mas também gera valor econômico e novas oportunidades para cooperativas, recicladores e fornecedores", finaliza.
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A reciclagem mecânica de resíduos plásticos tem colaborado com o aumento de empregos ou renda extra. Além disso, tem transformado o modo de vida de muitos, educando sobre a importância de repensar o consumo e reaproveitar resíduos.
Este estudo teve como objetivo apresentar - e esclarecer - todo o contexto que envolve o processo, bem como suas grandes contribuições para o país e colaboradores do setor.
Outra inovação é a manufatura de próteses mecânicas em impressoras 3D com biopolímeros (produzidos a partir de fontes renováveis, como a cana-de-açúcar, a beterraba, o milho e outras espécies). No caso da mão mecânica, a matéria-prima é o PLA – poliácido láctico constituído por moléculas de ácido láctico –, um ácido orgânico de origem biológica que é obtido a partir do amido do milho e da beterraba.
O volume de plásticos pós-consumo reciclados no Brasil teve um crescimento de 10%, em relação a 2018.
Foram 838 mil toneladas !
Confira outros números abaixo:
17,9 MIL EMPREGOS foram gerados na indústria de reciclagem mecânica.
As vagas foram ofertadas por empresas e cooperativas de reciclagem , que têm grande importância social, contribuindo com a geração de renda e, cada vez mais, com o desenvolvimento de colaboradores que garantem o sustento de suas famílias.
695 EMPRESAS EM OPERAÇÃO , dessas 82,5% das recicladoras entre Sul e Sudeste.
Com mais oportunidades de crescimento, a sustentabilidade e a economia seguem de mãos dadas estimulando novas ações e iniciativas sustentáveis por todo o país.
R$ 2,5 BILHÕES em faturamento bruto
Você sabia?
56,5% dos resíduos reciclados são PET!
De onde vem e para onde vai:
Quem imagina que a maior parte dos resíduos vem de empresas vai ficar surpreso ao descobrir, que mais da metade dos resíduos vem dos lares. Por esse motivo, nós, do Movimento Plástico Transforma, estimulamos a prática dos 4 Rs da Sustentabilidade.
Um deles é: REPENSE o seu consumo.
• 52,5% do plástico reciclado vem do uso doméstico
• 28% resíduo pós-industrial
• 19,5% pós-consumo não doméstico
O Sudeste se destaca como a região que mais consome os materiais plásticos reciclados e as 838 mil toneladas se dividem da seguinte forma:
• 55,5% Sudeste (464 mil t)
• 27% Sul (226 mil t)
• 11,3% Nordeste (95 mil t)
• 4,8% Centro-Oeste (40 mil t)
• 1,4% Norte (12 mil t)
O estudo apontou que ainda há uma porcentagem de perda no processo de reciclagem, em decorrência da contaminação no momento da triagem, adesivos ou sujeira orgânica, além de cores indesejadas. 135 mil toneladas foram identificadas no período.
Agora, queremos saber: você separa os seus resíduos adequadamente?
Contribua com o processo de reciclagem e seja um agente dessa transformação! 😉 ♻ ️
Existem lixeiras para cada tipo de material, indicadas por cores conforme abaixo. Mas, para facilitar em casa, você pode ter 2 lixeiras: uma para orgânicos e a outra para recicláveis.
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