Com crescimento consistente e projeções otimistas, a construção civil brasileira reforça s ua importância como um dos motores econômicos do país e abre espaço para soluções mais sustentáveis nas obras e na cadeia produtiva. O setor segue em constante transformação. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em 2025 o segmento registrou alta de 1,3%, e a expectativa também é positiva, com projeção de crescimento de 2% no mesmo período deste ano . Nesse cenário, o plástico reciclado tem conquistado destaque como um importante aliado, sendo utilizado como matéria-prima em diversas aplicações e contribuindo para obras mais eficientes e sustentáveis.
Segundo o estudo "Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil", encomendado pelo Movimento Plástico Transforma e realizado pela MaxiQuim , a construção civil consumiu, em 2024 - ano com dados mais recentes disponíveis -, cerca de 130 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo (PCR).
O levantamento mostra que, quanto à aplicação do material reciclado, mais de 50 mil toneladas de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) foram utilizadas em mangueiras corrugadas, tubulações e conexões. O estudo também aponta uso significativo em geotêxteis - materiais têxteis permeáveis empregados como mantas para solos, entre outras aplicações - que utilizam resina PET PCR, totalizando mais de 29 mil toneladas. Além disso, o setor emprega o Polietileno Linear de Baixa Densidade (PEBDL), comumente encontrado em sacos para areia e cimento-cola, entre outros produtos, somando 19 mil toneladas.
"O avanço da construção civil mostra que a economia circular está ganhando escala na prática. O consumo de resinas recicladas pelo setor indica que já existe mercado, viabilidade técnica e demanda consistente para o plástico pós-consumo. Isso fortalece a cadeia de reciclagem e cria um ciclo mais sustentável para a indústria da construção", analisa Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma.
Da saúde à mobilidade, da tecnologia à proteção, o plástico está presente em diferentes momentos do cotidiano, mostrando que o material vai muito além do que normalmente se vê.
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27 de abril de 2026 Ler postagemMais que grandes números, a pesquisa de reciclagem, realizada pela MaxiQuim, aponta mudanças significativas na sociedade a partir de um trabalho realizado a muitas mãos.
A reciclagem mecânica de resíduos plásticos tem colaborado com o aumento de empregos ou renda extra. Além disso, tem transformado o modo de vida de muitos, educando sobre a importância de repensar o consumo e reaproveitar resíduos.
Este estudo teve como objetivo apresentar - e esclarecer - todo o contexto que envolve o processo, bem como suas grandes contribuições para o país e colaboradores do setor.
Outra inovação é a manufatura de próteses mecânicas em impressoras 3D com biopolímeros (produzidos a partir de fontes renováveis, como a cana-de-açúcar, a beterraba, o milho e outras espécies). No caso da mão mecânica, a matéria-prima é o PLA – poliácido láctico constituído por moléculas de ácido láctico –, um ácido orgânico de origem biológica que é obtido a partir do amido do milho e da beterraba.
O volume de plásticos pós-consumo reciclados no Brasil teve um crescimento de 10%, em relação a 2018.
Foram 838 mil toneladas !
Confira outros números abaixo:
17,9 MIL EMPREGOS foram gerados na indústria de reciclagem mecânica.
As vagas foram ofertadas por empresas e cooperativas de reciclagem , que têm grande importância social, contribuindo com a geração de renda e, cada vez mais, com o desenvolvimento de colaboradores que garantem o sustento de suas famílias.
695 EMPRESAS EM OPERAÇÃO , dessas 82,5% das recicladoras entre Sul e Sudeste.
Com mais oportunidades de crescimento, a sustentabilidade e a economia seguem de mãos dadas estimulando novas ações e iniciativas sustentáveis por todo o país.
R$ 2,5 BILHÕES em faturamento bruto
Você sabia?
56,5% dos resíduos reciclados são PET!
De onde vem e para onde vai:
Quem imagina que a maior parte dos resíduos vem de empresas vai ficar surpreso ao descobrir, que mais da metade dos resíduos vem dos lares. Por esse motivo, nós, do Movimento Plástico Transforma, estimulamos a prática dos 4 Rs da Sustentabilidade.
Um deles é: REPENSE o seu consumo.
• 52,5% do plástico reciclado vem do uso doméstico
• 28% resíduo pós-industrial
• 19,5% pós-consumo não doméstico
O Sudeste se destaca como a região que mais consome os materiais plásticos reciclados e as 838 mil toneladas se dividem da seguinte forma:
• 55,5% Sudeste (464 mil t)
• 27% Sul (226 mil t)
• 11,3% Nordeste (95 mil t)
• 4,8% Centro-Oeste (40 mil t)
• 1,4% Norte (12 mil t)
O estudo apontou que ainda há uma porcentagem de perda no processo de reciclagem, em decorrência da contaminação no momento da triagem, adesivos ou sujeira orgânica, além de cores indesejadas. 135 mil toneladas foram identificadas no período.
Agora, queremos saber: você separa os seus resíduos adequadamente?
Contribua com o processo de reciclagem e seja um agente dessa transformação! 😉 ♻ ️
Existem lixeiras para cada tipo de material, indicadas por cores conforme abaixo. Mas, para facilitar em casa, você pode ter 2 lixeiras: uma para orgânicos e a outra para recicláveis.
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